Hospital Regional de Ponta Porã adota prática de cesárea humanizada

“Hora de ouro´´ foi implantada para valorizar o contato pele a pele da mãe com o bebê e estimular o aleitamento materno

O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto passou a adotar a prática humanizada também na cesariana com indicação médica. A iniciativa valoriza o contato pele a pele da mãe e o bebê, chamada de “hora de ouro”, e incentiva a participação da mãe durante o parto. O intuito principal é de estreitar a relação nas primeiras horas de vida e estimular o aleitamento materno logo após o nascimento. O corte do cordão umbilical também é feito somente após o mesmo parar de pulsar.

O primeiro parto cesárea, com hora de ouro, foi realizado este mês, e a mamãe Carolina Bogado Chamorro, 30 anos, relatou a sua experiência. “Uma cesárea é um procedimento invasivo e incômodo, então essa humanização traz conforto à mãe e ao bebê. Assim que minha filha nasceu, veio diretamente para mim e ficou um tempo enquanto terminavam a cesárea, e já foi incentivada a mamar logo que nasceu. É incrível, pois ela estava chorando e assim que chegou junto a mim se acalmou ,foi emocionante”, contou.

A partir desse mês de julho, durante as cesáreas, o ar condicionado da sala deverá estar na temperatura justada entre 24 e 25 graus celsius para trazer conforto e bem estar a mãe e ao bebê, e o clampeamento do cordão só será feito após ele parar de pulsar, pois ainda transfere nutrientes fundamentais nas primeiras horas de vida do recém-nascido.

Diretora técnica do HR, a pediatra Patrícia Caetano explicou que a implantação da hora de ouro durante a cesárea faz parte do projeto Rede Cegonha, do Ministério da Saúde.

“A hora de ouro que já é realizada no parto normal, e agora também passou a ser feita no centro cirúrgico durante a cesárea. Logo após o nascimento, o recém-nascido já vai direto para o colo da mãe, o primeiro exame físico é feito junto à mãe e a primeira mamada acontece assim que o bebê nasce. Isso auxilia uma rápida descida do colostro, e proporciona segurança a mãe. Também mantemos a sala cirúrgica durante o parto aquecida numa temperatura em torno dos 25 graus para trazer conforto e aconchego para o bebê, e os pediatras também foram orientados a fazerem o clampeamento do cordão tardio, que é feito quando o mesmo para de pulsar”, explicou.

A pediatra frisou que no Projeto Rede Cegonha sempre é incentivado o parto normal humanizado. “Sempre recomendamos o parto normal humanizado, porém as cesáreas são feitas quando há uma indicação médica precisa e se houver risco para a mãe ou para o bebê. Fora isso o parto natural é sempre indicado. Também é importante lembrar que a hora de ouro só é feita se a mãe e o bebê estiverem clinicamente estáveis”, completou.